Existem duas principais espécies de cupim adaptadas ao meio urbano, o chamado “cupim subterrâneo”, Coptotermes havilandi, e o “cupim de madeira seca”, Cryptotermes brevis. As duas espécies citadas podem causar sérios prejuízos ao patrimônio e provocar acidentes como curto-circuito, incêndios, desabamentos, etc.

CUPINS SUBTERRÂNEOS

São assim denominados pelo fato de constituírem colônias freqüentemente abaixo da superfície do solo, porém é comum fazerem seus ninhos em lajes, caixões perdidos, juntas de dilatação, dentro de redes hidráulicas e condutores elétricos, sem nenhum contato com o solo. A ligação entre a colônia e a fonte de alimento (celulose) pode ser feita por meio de túneis em vários componentes como pisos, paredes, cordões de gesso, mesmo que o ninho esteja localizado a dezenas de metros da área construída.

CUPINS DE MADEIRA SECA

O cupim de madeira seca economicamente mais importante no Brasil é o Cryptotermes brevis. Existem 8 espécies do gênero Cryptotermes no continente americano.

O Cryptotermes brevis, chamado popularmente de cupim de madeira seca, é um cupim que encontra-se normalmente restrito à peça atacada, não tendo capacidade de passar de uma madeira infestada para outra a não ser que efetivamente.

O tamanho da colônia é proporcional ao tamanho da peça atacada, uma vez que está restrito a ela. Por este motivo, os cupins de madeira seca normalmente apresentam colônias pequenas, com cerca de 300 indivíduos a alguns milhares. Uma colônia de cupim de madeira seca pode chegar a ter 3000 indivíduos após 15 anos.